quarta-feira , 1 outubro 2014
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Rebelião deixa muitos prejuízos no Presídio Regional de Blumenau

Rebelião deixa muitos prejuízos no Presídio Regional de Blumenau

Entre 80 e 100 detentos devem ser transferidos.

A rebelião no Presídio Regional de Blumenau, que começou na madrugada desta segunda-feira e terminou por volta das 10h30min, deixou muitos prejuízos.

De acordo com o coronel Álvaro Alves, comandante da 7ª Região de Polícia Militar, pelo menos 100 colchões foram queimados.

Além disso, paredes foram quebradas e as grades das celas foram danificadas. A fiação elétrica da unidade também sofreu danos. Segundo Alves, os danos atingiram metade da área do presídio.

De 80 a 100 detentos devem ser transferidos porque não há condições de mantê-los na unidade.

Detento ferido em rebelião no presídio de Blumenau está em estado gravíssimo

Ele sofreu queimaduras e está no centro cirúgico do Hospital Santa Isabel.

Um dos detentos que estava no Presídio Regional de Blumenau e foi feito refém durante a rebelião, na manhã desta segunda-feira, está em estado gravíssimo. No total, 13 pessoas ficaram feridas.

O homem sofreu queimaduras e está no centro cirúrgico do Hospital Santa Isabel. Há possibilidade de que ele seja transferido para um hospital do Estado referência em queimaduras ainda nesta segunda-feira. Outros cinco detentos que foram levados para o Hospital Santa Isabel passam bem.

De acordo com o diretor do presídio, Gabriel da Silveira, não foi possível identificar todos os detentos feridos porque alguns saíram muito machucados e outros, desacordados. Todos os feridos estavam no seguro – área destinada aos presos que cometeram crimes que não são aceitos pelos demais detentos.

Pelo menos 100 colchões foram queimados durante a rebelião. Paredes e grades das celas foram danificadas. A fiação elétrica também está comprometida. Um engenheiro do Departamento de Administração Prisional (Deap) deve avaliar a estrutura na tarde desta segunda-feira. Pela manhã, foi feita uma operação pente fino.

Secretária de Estado de Justiça e Cidadania vai falar sobre a rebelião

Ada De Luca vai conceder coletiva no começo da tarde.

A Secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Ada Faraco De Luca, dará uma coletiva às 14h desta segunda-feira. Ada de Luca vai falar sobre a rebelião no presídio de Blumenau. A coletiva será na sede da Secretaria da Justiça e Cidadania, na Ru Frei Caneca, 400, em Florianópolis.

A rebelião começou na madrugada desta segunda-feira, quando cerca de 300 detentos da ala de segurança máxima do Presídio atearam fogo em colchões. Pelo menos quatro detentos foram feridos e tiveram que ser levados para os hospitais da cidade.

Equipes do Departamento de Administração Prisional (Deap) e da Polícia Militar tentam controlar a rebelião. Policiais militares de cidades do Vale do Itajaí foram chamados para auxiliar. Agentes do Bope, de Florianópolis, chegaram para auxiliar.

Helicóptero e equipe do Bope chegam para ajudar a controlar rebelião no presídio de Blumenau

Cerca de 150 detentos ainda estão rebelados.

Um helicóptero da Polícia Militar e agentes do Bope estão no Presídio Regional de Blumenau tentando controlar a rebelião que teve início na madrugada desta segunda-feira. Policiais de Brusque, Itajaí, Navegantes e Florianópolis também estão no local.

Dos cerca de 300 detentos da área de segurança máxima que estavam rebelados, 150 já se entregaram e passam por revista. A suspeita da Polícia Militar é que uma arma de fogo estaria com os detentos.

De acordo com a Polícia Militar, oito detentos estariam feridos dentro do presídio, mas não foram socorridos porque os rebelados impedem a entrada das equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. Desde o início da rebelião, cinco presos foram levados para hospitais com ferimentos cortantes e queimaduras.

Não se ouve barulho vindo da unidade. Familiares permanecem do lado de fora do presídio.

Em 2011, já foram pelo menos seis princípios de rebelião no Presídio de Blumenau

Primeiro caso ocorreu no mês de janeiro.

Neste ano, o Presídio Regional de Blumenau já registrou, pelo menos, seis princípios de rebelião. Relembre os casos.

Dia 7 de janeiro – Um principio de rebelião foi contido no pátio do Presídio Regional de Blumenau depois que um detento tentou fugir no lugar de um visitante. Um rapaz de 23 anos conseguiu sair da cela, mas foi identificado por um agente prisional ainda no corredor. Ele confessou que os amigos o ajudaram a prender o visitante. Os agentes, então, tentaram fazer a recontagem para saber se outros visitantes estavam nas celas do regime fechado. O tumulto foi contido com a chegada do Pelotão de Patrulhamento Tático da Polícia Militar. Aproximadamente 100 homens estavam no pátio. Durante a confusão, um preso foi ferido na cabeça e outro no pé.

Dia 10 de janeiro – Primeiro registro de fuga do Presídio Regional do ano. Nove homens fugiram de uma das celas da nova unidade do regime fechado, inaugurada em novembro do ano passado. Eles cortaram as grades e escaparam pelo muro. No momento da fuga, os presos bateram nas celas para despistar agentes e policiais. Dois deles foram recapturados pela PM no matagal atrás do presídio

Dia 18 de janeiro – Detentas do Presídio Regional fizeram greve de fome. O motivo, segundo o diretor da unidade prisional, Jairo dos Santos, seria a lista de produtos que podem entrar no presídio. A relação não permitia a entrada, por exemplo, de absorventes higiênicos. Elas se recusaram a comer e trabalhar enquanto a lista não fosse revista

Dia 19 de julho – Um princípio de rebelião foi contido pela Polícia Militar. O tumulto foi iniciado por detentos de duas alas do regime fechado. Apesarda tentativa de rebelião, nada foi quebrado. A chegada da polícia evitou que outros presos participassem do motim, motivada pela operação pente-fino feita em todas as celas, quando foram encontrados cinco quilos de maconha, balanças de precisão, facas, facões e 142 celulares.

Em 21 de julho – o Santa mostrou a incapacidade da unidade de conter a entrada dos aparelhos telefônicos, usados no presídio para dar golpes, negociar drogas e planejar mortes

Dia 26 de julho – 10 celas do regime fechado foram vistoriadas pelo Instituto Geral de Perícias, depois que presos tentaram serrar a grade de duas celas e cavar um buraco na parte internadas estruturas

Dia 2 de agosto – uma operação procurou armas no regime semiaberto. A ação foi resultado de um princípio de rebelião, motivado pela transferência de presos

Em 3 de agosto – o Santa noticiou que o Deap afastou o diretor Jairo do Santos e interditou a unidade por 20 dias. Está era a décima troca em quatro anos

Dia 2 de setembro – a guarita do Presídio Regional de Blumenau foi alvo de um atentado por volta das 3h da madrugada. Dois homens em uma moto vermelha dispararam sete tiros contra o muro, portão e guarita principal. No momento da ação, o agente prisional estava no pátio central, já que a guarita principal fica fechada durante a noite e, por isso, não foi ferido. De acordo com a Polícia Militar, catadores de lixo que estavam no local na hora do incidente disseram ter visto os suspeitos que atiraram contra o presídio.

Apesar de problemas, Estado alega que rebelião no presídio de Blumenau não estava anunciada

Ocorrência foi a mais grave desde que novo diretor da unidade assumiu o cargo.

Apreensão de 120 celulares e drogas, troca de diretor, atentado contra agentes prisionais, superlotação e acusação de maus-tratos. Essas são algumas das ocorrências mais recentes registradas no Presídio Regional de Blumenau.

Porém, a rebelião que ocorreu na madrugada desta segunda-feira foi a mais grave desde que o novo diretor da unidade, Gabriel Airton da Silveira, assumiu.
Conforme Silveira, desde que começou no cargo, no início de agosto, regalias como aparelhos de televisão, ventiladores, geladeiras e pranchas para cabelo foram recolhidos das celas pelos agentes.

Apesar da sucessão de problemas que a unidade enfrenta há pelo menos quatro anos – neste período, o presídio passou pelas mãos de 10 diretores  -, o Estado se omite.

- Eu estive ontem (domingo) à tarde no presídio e estava tudo tranquilo. Não havia tragédia anunciada – garantiu o Diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Leandro Lima.

A justificativa para a rebelião – que deixou 12 presos feridos, provocou estragos em grades, portas e colchões, exigiu reforço policial e obrigou a transferência de 100 detentos – foi um jogo de empurra.

De um lado, familiares afirmaram que os presos são maltratados e torturados. Do outro, a direção, que garantiu estar apenas cumprindo as diretrizes penais.

Conforme Lima, o presídio passa por uma reformulação e isso desagrada os detentos, que revidam com rebelião. O novo diretor teria imposto horários para visitas, banho de sol e revista.

O Estado não explicou o que planeja para o Presídio Regional de Blumenau, mas descartou afastar o atual diretor.

- De forma alguma isso vai ocorrer – afirmou o diretor do Deap.

A secretária de Justiça e Cidadania, Ada de Luca, também elogiou o trabalho do novo diretor e avaliou o controle da rebelião:

-  Um agente prisional especializado foi fazer a negociação. Eles (detentos) queriam melhor comida, o que já tem, biblioteca, que já tem, mas queriam mais livros e entra e sai sem horário.

Celas passarão por reforma

Engenheiros do Deap avaliaram nesta segunda-feira à tarde os estragos causados pelo fogo ateado em cerca de 100 colchões e constataram que as estruturas das celas não foram comprometidas.

As portas estouradas e a parte elétrica começaram a ser consertadas em seguida, mas o prazo para a conclusão dos reparos não foi divulgado. Os detentos transferidos da galeria retornarão assim que as celas forem reformadas.

O juiz corregedor e coordenador da Execução Penal, Alexandre Takashima, visitou nesta segunda-feira a unidade e conversou com familiares dos detentos. Ele encaminhará um relatório com todos os pedidos e reivindicações ao Estado e à juíza corregedora do presídio. Para Takashima, o local não tem condições de abrigar tantos detentos:

- É preciso rever o limite de 800 detentos. Isso não é compatível. Além disso, faltam agentes prisionais. Temos que ver de que forma podemos melhorar.

Projetada para abrigar  476 presos, a estrutura tinha nesta segunda-feira na hora da rebelião 795 detentos.

Veja as fotos

Fonte: RBS

Morre detento ferido durante a rebelião no presídio de Blumenau

Ele sofreu queimaduras e estava em estado gravíssimo desde segunda-feira.

Das 09h44min até as 15h15min, este site informou equivocadamente que o nome do detento que morreu era Marco Aurelio Brick. Na verdade, o nome dele é Marco Aurélio Wruck. O texto foi corrigido.

Morreu às 5h desta quinta-feira, no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, um dos detentos que foi ferido durante a rebelião no Presídio Regional de Blumenau.

Marco Aurélio Wruck, de 34 anos, sofreu queimaduras. Ele estava em estado gravíssimo e respirava com a ajuda de aparelhos. O corpo dele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

A rebelião no presídio começou de madrugada e terminou por volta das 10h30min de segunda-feira. Cerca de 300 detentos se rebelaram. Eles agrediram os presos que estavam no seguro – área em que ficam os ameaçados por outros detentos. No total, 12 ficaram feridos.

Fonte: RBS

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